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São José do Belmonte ganha projeto para beneficiamento do côco catolé

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Desenvolvido pela gestão estadual em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, intenção é impactar o mínimo possível a Caatinga




Pernambuco possui cerca de 80% do seu território na parte semiárida. Dos 184 municípios, 122 estão em áreas suscetíveis à desertificação devido às alterações climáticas, de acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado (Semas-PE). A fim de reverter esse cenário, cerca de 400 famílias de 12 municípios do Sertão do Estado foram beneficiadas pelo "Projeto de Implantação de Módulos de Manejo Sustentável da Agrobiodiversidade para o Combate à Desertificação no Semiárido Pernambucano".

A iniciativa da gestão estadual foi desenvolvida em parceria com o Fundo Nacional de Mudanças Climáticas/Ministério do Meio Ambiente (MMA) e teve como um dos objetivos principais a preservação da caatinga, já que o desmatamento acelera o processo de desertificação no semiárido. O critério de escolha das famílias teve como justificativa a proximidade de Unidades de Conservação do bioma Caatinga.

De acordo com o gerente do Programa do Semiárido, Caatinga e Combate à Desertificação da Semas-PE, Sérgio Mendonça, o projeto integrou ações que envolvem água, geração de renda, segurança energética, saneamento e formação, por meio das capacitações nas comunidades, a fim de impactar o mínimo possível a caatinga, como também estabelecer uma relação de respeito com as unidades de conservação do entorno.

O projeto, que teve seu pontapé inicial há seis anos, cumpriu as ações previstas em cinco eixos: segurança hídrica, com a construção de poços e sistemas simplificados de abastecimento; segurança alimentar, com a criação de 12 unidades produtivas (distribuídas de acordo com a aptidão das comunidades); segurança energética, com a construção de 338 fogões ecológicos; e saneamento básico, com a construção de 298 banheiros com fossa.

Além disso, agricultores, professores e gestores públicos dos municípios passaram por capacitações. A iniciativa, inclusive, foi premiada em 2014 com o Prêmio Dryland Champions, concedido pela United Nations Convention to Combat Desertification (UNCCD)/ONU), por meio do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Conheça alguns frutos do projeto:

Comunidade de Lajinha
Na comunidade de Lajinha, em Serra Talhada, por exemplo, foram montados dois sistemas simplificados de abastecimento de água, que enchem duas caixas d'água com capacidade de 10 e 5 mil litros.

Comunidade Sítio da Onça
Em São Caetano, 30 famílias, da Comunidade Sítio Onça, ganharam fogões ecológicos, (esse equipamento utiliza uma câmara de combustão que distribui e aproveita melhor o calor, necessitando de pouca lenha, ou seja, desmata-se menos caatinga).

Carnaíba, Parnamirim, Serrita e São José do Belmonte
Em Carnaíba, Parnamirim e Serrita foram desenvolvidas ações de beneficiamento do mel e derivados, com construção da casa do mel e a aquisição dos equipamentos. A iniciativa vai agregar valor ao produto que será comercializado pela comunidade. Já as comunidades de Cabrobó e Triunfo escolheram o beneficiamento de frutas e a de São José do Belmonte, o beneficiamento do catolé.

Afrânio, Exu e Serra Talhada
As comunidades dos municípios de Afrânio, Exu e Serra Talhada escolheram a Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) - que são sistemas dentro da propriedade com galinheiro no centro e cultura circular com hortas irrigadas ao redor.

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